Teste do Ford Fiesta Hatch Nova Geração!
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Teste do Ford Fiesta Hatch Nova Geração!
Novo ford Fiesta - Teste

O
novo Fiesta pode ser pequeno, mas carrega uma grande responsabilidade:
ser o carro de volume da Ford no mundo todo. Na Europa, onde chegou às
lojas no fim do ano passado, o compacto é sucesso. Em março, ele
desbancou ninguém menos que o tradicional líder VW Golf no ranking de
vendas do mercado europeu, com 52.805 unidades. Sinal de que a marca do
oval azul acertou a mão nesta novíssima geração do hatch.

Conseguimos
avaliar o modelo 1.6 16V a gasolina, equipado com o motor da família
Sigma que fará sua estreia no Brasil no final deste ano, sob o capô do
Focus. Além dele, o novo Fiesta nacional também terá um inédito 1.0 no
lugar do Zetec RoCam (confira os detalhes na seção Área Restrita). O
início da produção em Camaçari (BA), antes previsto para 2010, ficou
para 2011. A versão sedã, que será importada do México, vem em seguida.
É
impossível falar do Fiesta sem citar o design Kinetic. O formato
agressivo revela-se muito bem acabado ao olhar mais próximo. Com uma
plataforma totalmente nova, o compacto cresceu (chegou a 3,95 m de
comprimento) e ainda perdeu peso em relação ao anterior. Mas mesmo
assim ele se equipara aos melhores da classe nos crash-tests. Na
Europa, vem com sete airbags e, na maioria das versões, traz controle
de estabilidade ESP. Por aqui, terá ao menos os airbags frontais e os
freios ABS de série — já de acordo com as novas normas de segurança.
O
interior se manteve praticamente o mesmo do conceito Verve, com
materiais caprichados. O painel tem linhas que prendem a atenção. Não
há preocupações em termos de espaço na dianteira, e a coluna de direção
ajusta em altura e profundidade. Também há espaço adequado para as
cabeças atrás, mas a acomodação das pernas nunca se equivalerá à
oferecida pelo monovolume Honda Fit. A Ford desenhou o Fiesta para ser
estiloso, não para dispor de um grande espaço interno.
O console
central hospeda os comandos do computador de bordo, rádio, iPod e do
Bluetooth, entre outros recursos. Tudo lógico e fácil de aprender. O
desenho dos bancos e das portas foi inspirado em roupas modernas, e o
painel é coberto por um material macio e brilhante — um contraste
notável sobre o Fiesta brasileiro atual.
O motor 1.6 16V tem duplo
comando variável e atinge 120 cv de potência e 15,5 kgfm de torque,
valores mais que adequados para um carro leve — a Ford declara 0 a 100
km/h em 9,9 segundos e máxima de 193 km/h. E tirar o melhor dele é um
prazer. Os números do conta-giros ficam vermelhos a partir de 6.000
rpm, mas o corte da injeção só aparece em 6.600 rpm e foi
frequentemente visitado durante o teste, porque o motor gira suave e
macio. Seus ouvidos nunca clamam por uma troca de marchas mais cedo, e
então você pode se jogar rapidamente nas curvas com o motor cheio.
Outra
vantagem de ser leve é o consumo. O 1.6 é o motor mais beberrão de
todas as versões na Europa, mas ainda assim faz bonito: 13,7 km/l na
cidade, garante a Ford. Por aqui, vai ganhar injeção flex para
funcionar também com álcool.
Quando o assunto é dirigibilidade, aí é
que o Fiesta se destaca. Como nos demais Fords europeus, a direção é
progressiva e precisa, e o chassi é completamente previsível. Há ainda
um pacote Sport opcional com pneus 195/45 R16 e uma suspensão mais
firme. Nessa configuração, o Fiesta pode acabar com a disciplina de
amortecimento se o piso começar a ondular. Mas também apresenta um
excelente nível de conforto na versão com acerto mais macio. Seja qual
for a calibragem adotada no Brasil, dificilmente se perderá a elogiada
dirigibilidade.

A
direção é firme, parcialmente graças à assistência elétrica —
programada para aproximar a direção do centro ao detectar uma
inclinação na pista. O ruído dos pneus e suspensão é incrivelmente
baixo. Dessa forma, ouve-se apenas o barulho do vento em altas
velocidades. O único pequeno intruso nessa condição vem da curta
relação de marchas, que faz o giro subir (são 4.500 rpm a 145 km/h).
Mas nada que um ligeiro aumento no volume do rádio não resolva.
A
Ford ainda precisa fazer algumas coisas antes de lançar o carro no
Brasil. Algo como deixá-lo com preço competitivo, na faixa do modelo
atual, que deixará de ser produzido. O maior problema do novo Fiesta,
porém, é que ainda teremos de esperar até 2011 para tê-lo nas lojas.
Fonte :Autoesporte

Adolfo Luiz- Motorista Veterano

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