TESTE DE SONDA LAMBDA

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TESTE DE SONDA LAMBDA

Mensagem por Romero em Sex Jun 11 2010, 18:24

Na reparação de veículos como em todas as profissões
existe técnicas que se bem aplicadas facilitam e muito o trabalho, o
teste de tempo de injeção X sonda lambda é um deste procedimentos que
nos da meio caminho andado para diagnosticar um defeito.



O sinal da sonda lambda (sensor que
mede o nivel de oxigênio nos gases do escapamento) é medida em milivolts
(mV) e varia entre 50 a 900 mV de acordo com a concentração de Oxigênio
nos gases, por sua vez o tempo de injeção (TI) é medido em
mili-segundos e corresponde ao tempo que a válvula injetora (bico
injetor) fica aberta ou seja o tempo que a Central (U.C.E) permanece com
o bico energizado para que o combustível seja pulverizado dentro da
câmara de combustão.

O TI é calcula pela central usando
como base as informações dos sensores espalhados pelo motor, e alterado a
medida que a sonda lambda envia um sinal informando que ocorreu uma
alteração na mistura ar/combustível. Esta correção ocorre a todo momento
sendo ignorada somente quando a sonda ainda não atingiu sua temperatura
de trabalho (300 C°), em acelerações em plena carga ou em
desacelerações. Quando a central recebe um sinal menor que 300 mV ela
entende que a mistura esta com pouco combustível ( mistura pobre) quando
isso ocorre a central aumenta o tempo de injeção para que haja a
estabilização da mistura, e quando a U.C.E recebe um sinal maior que 600
mV a mesma sabe que a mistura esta com mais combustível do que ar
(mistura rica) fazendo com que o TI abaixe para corrigir a mistura.

Se dominarmos estas informações acima podemos chegar a
algumas conclusões que facilitaram o diagnostico, são elas:

  • Tempo de injeção normal e sonda oscilando entre 0,50 a 900
    mV:
    Se o TI estiver dentro da faixa especificada pelo modelo do
    carro e a sonda estiver variando a tensão entre o maximo e o mínimo,
    podemos dizer que a mistura ar/combustível esta sendo bem controlada.
  • Tempo de injeção baixo X sinal da sonda acima de 600 mV: neste
    caso a sonda esta enviando um sinal de mistura rica (excesso de
    combustível) e faz com a central abaixe o tempo de injeção tentado
    empobrecer a mistura mas não consegue.Geralmente isto é causado por.


-Correia fora do ponto,

-Catalisador entupido,

-Regulador de pressão furado,

-bico com vazão acima do normal,

-problema no sistema de ignição (peças
como velas, cabos, etc. ruins)

- outros..



  • Tempo de injeção Alto X Sinal da Sonda Abaixo de 300 mV:
    Neste caso a sonda esta enviando um sinal de mistura pobre (falta de
    combustível), por sua vez a central para tentar corrigir aumenta o tempo
    de injeção. Isto geralmente é causado por:


-Problemas de baixa pressão na linha de combustível.

-Bicos injetores sujos.

-entrada de ar falsa

-outros.

Todos estes parâmetros podem ser obtidos com o uso de
um multímetro, basta o mesmo ter a função de mili-segundos, ou até
mesmo com um scanner você pode conferir estes dados.

Experimente esta dica e comente os resultados com
todos os visitantes do D.M.

Romero
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Re: TESTE DE SONDA LAMBDA

Mensagem por Romero em Sex Jun 11 2010, 18:35

Texto: Válter Ravagnani
Foto:
Doutor i.e.

Sensor
de Oxigênio (Sonda Lambda)

Falaremos
nesta edição sobre o sensor de oxigênio (sonda lambda), suas
caracteristicas básicas e como testar






O sensor de oxigênio ou sonda lambda está
localizado no escapamento do veículo. Informa à unidade de comando
eletrônico-UCE a concentração de oxigênio nos gases de escape. Seu sinal
é proporcional a essa concentração. Portanto, com base no sinal do
sensor de oxigênio a UCE pode avaliar a mistura ar/combustível admitida
pelo motor e fazer correções instantâneas se a mesma não estiver sendo
dosada na proporção correta (fator *lambda = 1).
A sonda é constituida basicamente por um elemento cerâmico
(titânia** TiO2 ou zircônia ZrO2). Os sensores de dióxido de zircônio
(zircônia) enviam à UCE uma tensão que pode variar entre aproximadamente
0,100 volts VDC (mistura pobre) e 0,900 Volts VDC (mistura rica). Nos
sensores de titânia o comportamento é oposto (tensão maior-mistura
pobre; tensão menor-mistura rica)
Os sensores de oxigênio só se tornam ativos quando seu
elemento cerâmico atinge temperaturas superiores a 300ºC.
No mercado nacional é comum encontrarmos sensores de
oxigênio com diferentes números de fios condutores:
Sensor com um fio - Conhecido como sonda
lambda não aquecida-EGO (Exhaust Gas Oxygen Sensor), seu aquecimento
ocorre somente devido ao contato direto do mesmo com os gases de escape.
Possui somente o fio de saída do sinal. Seu aterramento é feito em sua
própria carcaça.
Sensor com três fios - Conhecido como sonda
lambda HEGO (Heated Exhaust Gas Oxygen Sensor). Possui o fio de saída
de sinal e os fios de alimentação do resistor de aquecimento. Seu
aterramento é feito em sua própria carcaça.
Sensor com quatro fios - Conhecido como
sonda lambda HEGO (Heated Exhaust Gas Oxygen Sensor). Possui o fio de
saída de sinal, os fios de alimentação do resistor de aquecimento e o
fio de aterramento do sensor.


src=http://www.oficinabrasil.com.br/edicoes/Abr2000/dica1.jpg


Testando um sensor de oxigênio (sonda
lambda)

Na realização do teste de um sensor de oxigênio observe os
seguintes detalhes:
- Certifique-se da boa condição de carga da bateria e
alimentação da UCE.
- Verifique se o sensor está aterrado em sua carcaça (para
os sensores de 1 e 3 fios) e em seu fio de aterramento (para sensores de
4 fios).
- Para os sensores de 3 e 4 fios; com o conector elétrico do
sensor desligado e em temperatura ambiente, meça a resistência elétrica
do seu aquecedor. Reconecte a conector do sensor e verifique a
alimentação positiva (deve haver tensão de bateria) e negativa do
aquecedor.
- Com o conector elétrico do sensor instalado e a chave de
ignição ligada, meça a tensão (em volts VDC) de
referência*** no fio de sinal do sensor. Esta tensão deve
estar entre 0,100 e 0,550 volts VDC (vide especificações do sistema em
questão).
- Com o motor em marcha-lenta aquecido (após a ventoinha ter
desligado pela 2º vez) e a sonda devidamente
instalada e conectada ao chicote da UCE, avalie a tensão
enviada pelo seu fio de sinal para a UCE. A tensão
deve oscilar rapidamente (aproximadamente 1 volt por
segundo) entre 0,100 volts VDC (mistura pobre) e 0,900 volts VDC
(mistura rica) - Vide item Paradigma Técnico.


Paradigma Técnico
Quando o sinal do sensor deixa de oscilar rapidamente (fica
“travado”), muitos profissionais substituem o componente. Baseiam-se no
fato de que quando um sensor de oxigênio está em boas condições de
funcionamento o seu sinal deve estar oscilando rapidamente entre
aproximadamente 0,100 volts VDC e 0,900 volts VDC.
Normalmente cometem um engano pois o sinal do sensor pode
estar, por exemplo, “ travado” em 0,200 volts VDC (mistura pobre) porque
a mistura está realmente pobre e a UCE não está “conseguindo” efetuar o
seu ajuste por já ter ultrapassado os seus limites de correção - (Vide
dica 2).


src=http://www.oficinabrasil.com.br/edicoes/Abr2000/dica2.jpg


______________________________________________________________
* Fator lambda é a relação
entre a quantidade de ar admitida pelo motor e a quantidade de ar ideal.
Matematicamente temos: Fator lambda = quantidade de ar
admitida
quantidade de ar ideal
Portanto:
- Fator lambda menor que 1 = Mistura rica
- Fator lambda maior que 1 = Mistura pobre
- Fator lambda igual a 1 = Mistura ideal (estequiométrica)
** Sensores de titânia não são utilizados no mercado
nacional.
*** Muitos profissionais desconsideram a existência dessa
tensão de referência enviada pela UCE para a sonda e efetuam o teste de
sinal do sensor com o seu conector desligado. Por isso, evite
diagnósticos equivocados e sempre efetue o teste de sinal da sonda com o
seu conector elétrico ligado. É importante ressaltar ainda que em
alguns sistemas de injeção não se observa a existência desse sinal de
referência (como no sistema FIC EEC IV). Nesse caso o sinal da sonda
pode ser avaliado com o seu conector elétrico desligado do chicote da
UCE.







isso eu peguei de um SITE cujo o qual eu nao lembro mais.

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